22/05/2018 às 14h39min - Atualizada em 22/05/2018 às 14h39min

​Semsa confirma 22 casos de leishmaniose em humanos no município

Ascom - Jornal In Foco
Ascom/PMCC
Ascom
No total, já foram registrados cinco casos de leishmaniose tegumentar e 17 do tipo visceral, que é a mais perigosa. Até o momento, nenhum óbito decorrente da doença foi confirmado. Em caninos, de 534 testes rápidos realizados, 395 confirmaram a doença transmitida pelo mosquito palha.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está realizando diversas ações preventivas no município, como testes, eutanásia em cães infectados, estudos sobre a infestação e ações de sensibilização como palestras em escolas e comunidades.





Nas residências dos pacientes com casos confirmados de Leishmaniose Visceral é realizado o procedimento de borrifação intra e extradomiciliar. Uma técnica na qual é aplicada uma solução combativa ao mosquito, borrifada em um raio de 300 metros do local.



Desde o início do ano, a Semsa tem realizado diversas ações preventivas: testagem rápida nos cães sintomáticos; eutanásia dos cães positivos; estudo entomológico para verificar qual o bairro apresenta maior infestação do flebótomos – o mosquito palha -, vetor do protozoário causador da doença; além de realizar palestras sobre o tema em escolas e centros comunitários e ações de comunicação via imprensa e veículos públicos de comunicação para sensibilizar a comunidade.

Sintomas

A leishmaniose visceral, em algumas pessoas, não apresenta sintomas. Em outras, os sintomas podem incluir febre, perda de peso e inchaço do baço ou fígado. Em caso de leishmaniose tegumentar, os sintomas são lesões na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Elas apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais frequentes no nariz, boca e garganta. 

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem casos de leishmaniose, ao sentirem os sintomas da doença devem procurar o serviço de saúde mais próximo a sua casa o quanto antes, pois o diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento.

Infecção

A transmissão acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos (mosquito palha, tatuquiras, biriguis, conhecidos popularmente) infectados picam cães ou outros animais infectados e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

Prevenção

Segundo a coordenadora da divisão de vigilância sanitária, a médica veterinária Wiliam Santos de Sousa, a higienização dos locais é a melhor ação preventiva. O mosquito palha procura materiais orgânicos para reproduzir: “a fêmea prefere depositar ovos em restos de lixo e alimentos, folhas secas, para que as larvas se alimentem. “Logo, ambientes inadequados tem grandes chances de abrigarem focos do mosquito”.

Tratamento

A leishmaniose Visceral  e Tegumentar tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde.

No entanto, o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) traz riscos para a Saúde Pública por contribuir com a disseminação da doença, pois os cães não são curados parasitologicamente, permanecendo como reservatórios do parasita, além do risco de desenvolvimento e disseminação de cepas de parasitos resistentes às poucas medicações disponíveis para o tratamento da leishmaniose visceral humana.

Atualmente a eutanásia de animais infectados pode ser utilizada para controle e combate a disseminação da doença.
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