18/05/2018 às 11h02min - Atualizada em 18/05/2018 às 11h02min

Presidente do Paysandu fala de pressão no cargo, título, planejamento financeiro e busca por acesso. Veja a entrevista:

Tony Couceiro teve o primeiro momento de conquista no Papão desde que assumiu o clube, em julho do ano passado, em razão da renúncia de Sérgio Serra

GloboEsporte.com, Belém - Jornal In Foco
g1.globo.com
Tony Couceiro ao lado de Dado Cavalcanti na comemoração da Copa Verde (Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)
O presidente do Paysandu, Tony Couceiro, teve o primeiro momento de conquista desde que assumiu o clube, em julho do ano passado, em razão da renúncia de Sérgio Serra. De lá para cá, a pressão foi intensa: campanha abaixo do esperado na Série B do Brasileiro e a perda do título do Campeonato Paraense na temporada. O título da Copa Verde, no meio da semana, foi o primeiro da sua gestão, mas apenas um “alívio”, segundo ele, já que o Papão entra em campo neste sábado, precisando da vitória para retornar ao G4 da Segundona. Sentir-se pressionado, então, segue sendo uma máxima do cargo máximo da administração bicolor.
 
– O presidente não tem muita alegria, vive de pequenos alívios. A gente ganhou o título hoje (quarta-feira), mas sábado já tem o São Bento, pela Série B, e nós também não podemos perder para eles, então são alívios. Brinco que o presidente tem dois grandes alívios: o primeiro é quando ganha um jogo, que fica aliviado até o próximo, e o segundo é quando paga uma folha salarial, que alivia até a folha seguinte.
 
– A pressão é maior. O cargo de presidente, apesar de ter muita gente ajudando, é um cargo solitário. O presidente sofre muito mais que os outros, fica muito mais nervoso que os outros e tem muito mais responsabilidade. Embora o trabalho seja compartilhado, tudo que não dá certo cai nas costas do presidente, porque afinal de contas ele é o responsável – falou, em entrevista ao site do clube.
O planejamento financeiro do Paysandu para buscar os objetivos em 2018 vem sendo seguido à risca, de acordo com Tony. Ele explica que a diretoria tem como meta evitar o atraso no pagamento do salário do futebol profissional, para que uma possível dificuldade no “bolso” dos jogadores não acabe refletindo dentro de campo, como já aconteceu na Curuzu em outras oportunidades.
 
 
– Não podemos nunca fazer uma loucura para montar um time super caro e não conseguir pagar, não conseguir subir e acabar caindo. É sempre uma alegria ganhar um título, é para isso que se trabalha, que se investe todo tempo e dinheiro no clube, mas talvez mais importante que ganhar um título seja deixar o clube organizado, equalizado financeiramente, sempre deixar para o próximo presidente um pouco melhor do que estava quando você pegou. Se todos seguirem assim, o Paysandu vai chegar a um nível que todos nós esperamos.
 
– O dinheiro do futebol sempre é contado. No Paysandu a gente segura o dinheiro na unha, que é para pagar todo mundo em dia, porque clube com salário atrasado cai. A prova disso foi 2017. Dos quatro clubes que caíram para a Série C, três tinham três meses de salários atrasados e isso nós não podemos deixar acontecer no Paysandu.
Satisfeito com o bicampeonato da Copa Verde, Tony Couceiro não esconde que o objetivo primordial do Paysandu na temporada é o acesso à Série A do Brasileiro.
 
– É uma alegria tamanha, que realmente não tem como medir e espero que seja apenas o primeiro título. Se não formos campeões da Série B, que a gente vai lutar por isso até o último minuto, tomara que consigamos subir, pois já vai valer como um título o acesso à Série A. É o nosso objetivo mais importante do ano. Se conseguirmos, além desse título da Copa Verde, subir para Série A, o ano de 2018 terá sido totalmente proveitoso.
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