30/04/2018 às 15h48min - Atualizada em 30/04/2018 às 15h48min

Onda de assassinatos deixa 10 mortos na Grande Belém após execução de PM

A cabo Maria Fátima dos Santos foi executada dentro da casa onde morava na tarde de domingo, 29. Em seguida, mortes ocorreram em Belém, Ananindeua e Santa Izabel do Pará.

G1,PA - Jornal In Foco
g1.globo.com
Dez pessoas foram mortas na região metropolitana de Belém após o assassinato da cabo Maria de Fátima dos Santos no domingo (29). O número é confirmado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup).
 
O G1 entrou em contato com a Segup e com o Instituto Médico Legal (IML) e aguarda mais informações sobre as vítimas e o andamento das investigações.
 
Os crimes foram em Belém, Ananindeua e Santa Izabel do Pará. A Segup ainda não divulgou o local exato onde os crimes foram registrados.
 
Das 10 vítimas, 6 morreram nos locais de crime e 4 chegaram a ser atendidas em unidades de saúde.
 
A secretaria informou por meio de nota que a morte da policial está sendo investigada pela Divisão de Homicídios, vinculada à Polícia Civil, e as demais estão sendo compartilhadas entre a Divisão de Homicídios e as delegacias dos bairros.
 
A cabo Maria Fátima Cardoso dos Santos, de 49 anos, foi executada dentro da casa dela na tarde de domingo (29). Já chega a 21 o número de PMs assassinados em 2018.
 
Operação
A Polícia Militar iniciou nesta segunda-feira (30) a Operação Sáfara 3 em áreas de incidência de mortes violentas. A operação, de acordo com a Segup, adota a jornada extraordinária com cerca de 800 policiais adicionados à rotina de policiamento.
 
 
A Segup informou que a principal estratégia da operação é direcionar esforços onde há circulação de drogas, atuando na 1ª e 2ª Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps).
 
As medidas foram discutidas em reunião na noite de domingo (29) na sede da Delegacia Geral com o governador Simão Jatene e representantes dos órgãos de segurança pública - o titular da Segup, Luiz Fernandes; delegado geral de Polícia Civil, Cláudio Galeno; comandante geral da PM, coronel Hilton Benigno; o subcomandante da PM, coronel Leão Braga; e a equipe de Inteligência e comandantes de batalhões.
 
“Não vamos tolerar essa afronta aos nossos policiais, ao Estado e à tranquilidade e paz da população”, disse o secretário.
A ofensiva da PM tem equipes de batalhões e companhias, de unidades especializadas e especiais, como o Comando de Missões Especiais (CME), da Companhia de Operações Especiais (COE), do Comando de Policiamento Especializado (CPE), incluindo a Polícia Civil e outras forças estaduais, órgãos municipais e agentes federais.
 
Uma das ações também é a troca da empresa responsável pelo bloqueio dos sinais de celulares nos presídios. "Vamos fazer uma nova licitação e resolver essa situação com urgência, porque a empresa estava atribuindo as dificuldades às operadoras e vice-versa", afirmou o secretário Fernandes.
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