18/04/2018 às 14h52min - Atualizada em 18/04/2018 às 14h52min

​Caso Banco do Brasil: 40 dias depois do crime, ninguém foi preso

Com atendimento comprometido, clientes estão sendo prejudicados

Sílvia Lopes - Jornal In Foco
Sílvia Lopes
Pelo menos três suspeitos de envolvimento no arrombamento à agência do Banco do Brasil em Canaã dos Carajás, já estão sendo investigados. A fim de solucionar o caso, a Polícia Civil, sob o comando do delegado Thiago Carneiro, já ouviu funcionários e também solicitou as imagens do circuito interno de segurança que podem ajudar na identificação do bando, no entanto, o  acesso ao arquivo ainda não foi liberado. “Ainda não sabemos o número exato de envolvidos, mas de certeza, sabemos que existem pelo menos três, mas, é claro que foram mais pessoas. Até agora ainda não me passaram as imagens que registraram a ação, não sei o motivo da demora, toda vez que assumo o plantão eu as solicito logo, mas a própria empresa possui um sistema que é muito burocrático”.


Foto: Delegado Thiago Carneiro

De forma sigilosa, a polícia continua seguindo uma linha de investigação.

A ação dos bandidos ocorreu por volta das 3h da madrugada do dia 10 de março. Um buraco feito no muro serviu de acesso ao interior do prédio.  Na ocasião, três caixas eletrônicos foram explodidos, e uma quantia, que segundo o delegado, não supera um milhão de reais, foi levada pelo bando que fugiu pelo mesmo local que entrou, um outro buraco medindo aproximadamente 70 cm feito nos fundos da agência bancária, daí um segundo motivo de não haver testemunhas, o primeiro é devido ao horário.” Como aconteceu pela madrugada, ainda não conseguimos testemunhas. Esse é um trabalho complexo e demorado, mas já temos uma linha de investigação e esperamos chegar aos envolvidos o mais rápido possível”, concluiu o delegado.


Foto: Marcelí Rodrigues um de muitos clientes prejudicados.

Enquanto isso, o atendimento ao público, como serviços simples e essenciais não estão sendo realizados, apenas saques e transferências, e dessa forma, segue prejudicando usuários como o Marcelí Rodrigues de Sousa, que, para realizar transações sem muita complexidade, já precisou se dirigir ao município de Parauapebas. “Desse jeito fica muito complicado para a gente, não temos todo esse tempo para deslocamento. Os meus serviços são mais saques e depósito, mas têm dias que nem isso eu consigo fazer. Na minha opinião, o banco deveria ter um pouco mais de comprometimento com os clientes”, desabafou o taxista.
Por e-mail, a redação do In Foco entrou em contato com a assessoria de imprensa do BB, onde solicitou uma nota de esclarecimento, no entanto, até o fechamento da reportagem, não obtivemos retorno.
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